Eduardo Bandeira de Mello e outras sete pessoas são indiciados por homicídio no Ninho do Urubu
11/06/2019 19:24 em Esportes

Polícia Civil indiciou ao todo oito pessoas pela tragédia no Ninho do Urubu, em fevereiro deste ano

A Polícia Civil indiciou o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, pelas 10 vítimas do incêndio em fevereiro deste ano.

O incêndio que aconteceu em um alojamento improvisado no CT do Flamengo, onde a instalação já estava com os dias contados. Pois os jovens atletas iriam se alocar no antigo módulo do CT, onde residiam os jogadores do time profissional. A fatalidade teve 10 crianças falecidas e outras 13 que conseguiram escapar.

 

O inquérito, que foi assinado por Márcio Petra, Delegado da 42ª DP, também pede o indiciamento por dolo eventual dos engenheiros do clube e da empresa NHJ, que era responsável pelos contêineres que pegaram fogo, além de um técnico de refrigeração e de um monitor do clube.

Indiciados:
Danilo da Silva Duarte, engenheiro da NHJ; Edson Colman da Silva, técnico em refrigeração; Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo; Fábio Hilário da Silva, engenheiro da NHJ; Luis Felipe Pondé, engenheiro do Flamengo; Marcelo Sá, engenheiro do Flamengo; Marcus Vinícius Medeiros, monitor do Flamengo; Weslley Gimenes, engenheiro da NHJ.

A Polícia Civil observou as seguintes questões:
Estrutura incompatível com a destinação (dormitório); Piora das condições do alojamento dos jogadores da base, inclusive, no que se refere a segurança contra incêndio, assinalada nos autos de uma ação civil movida pelo MPRJ; Contêiner com diversas irregularidades estruturais e elétricas; Ausência de reparos dos aparelhos de ar condicionado instalados no contêiner; Ausência de monitor no interior do contêiner; Conhecimento de que diversos atletas da base residiam no contêiner; Descumprimento da ordem de interdição do CT editada pela prefeitura por falta do alvará de funcionamento e do certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros; Recusa de assinatura do TAC proposto pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para que fosse regularizada a situação precária dos atletas da base do Flamengo; Múltiplas multas impostas pelo município diante do descumprimento da ordem de interdição; Causa entre o cenário exposto e o incêndio.

Em nota, o clube disse ainda não ter sido notificado e que, por isso, não comentou o caso. O ex-presidente, Eduardo Bandeira de Mello disse que também não foi notificado e por isso não se manifestou.

 

Fonte: tupi.fm

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